5.8.17

SINFONIA DA MEMÓRIA - PARTE XXVI



Três dias depois, Helena recebeu uma chamada do inspetor, dizendo que estava a caminho da sua casa. Ela quis saber se tinham descoberto alguma coisa, mas ele não respondeu e desligou o telefone deixando-a preocupada. Que teria acontecido. Entrou na sala, onde Fernando brincava com Diogo e disse:
- Diogo, vai brincar um pouquinho para o teu quarto. A mamã precisa falar com o tio.
A criança afastou-se e ela informou:
-O inspetor Morais, telefonou. Deve estar a chegar. Não me deu qualquer informação, sobre o que se passa.
Ele levantou-se nervoso, exatamente no momento em que a campainha da porta se fazia ouvir. Helena apressou-se a ir abrir a porta e a introduzir o investigador na sala.
- Boa tarde.
-Boa tarde, inspetor. Descobriram alguma coisa?
- Algumas, senhor Fernando. Sabe quem é este homem? – Perguntou tirando uma fotografia do bolso e mostrando-lha.
- Não. Mas eu já vi este homem. Lembras-te do sonho que te contei ontem?- Disse voltando-se para Helena. Este foi o homem que me afastou, e não me deixou ver quem estava na urna.
- Que sonho foi esse? – Perguntou o policial.
- Conta-lhe tudo. Eu vou só ver como está o Diogo, e já volto.
Quando voltou, Fernando acabara de contar todo o sonho.
- Muito interessante. Então agora oiçam o que nós descobrimos. Há três meses morreu na Póvoa, o senhor António Loureiro, um homem muito rico. Era viúvo e não tinha família a não ser um sobrinho neto, de nome Fernando Monte Real, um jovem pianista, muito estimado por quem o conhece. E um afilhado, chamado Joaquim Salgueiro. O falecido, deixou toda a sua fortuna ao sobrinho-neto, com a ressalva de que se o herdeiro morresse sem descendência, toda a sua fortuna passaria para o afilhado Joaquim.  Por causa da leitura do testamento, o senhor não viajou para a América com os seus colegas.
Ora bem, já sabemos que o Joaquim não é flor que se cheire. Tem histórico de violência e os vizinhos não quiseram falar por medo de represálias. Pensamos que o que lhe aconteceu, foi um plano dele para acabar consigo e receber a herança. No mesmo dia, em que assistiu à leitura do testamento, com ajuda ou sozinho, deve tê-lo surpreendido. Agrediu-o selvaticamente, provavelmente mascarado, e julgando-o morto, abandonou-o bem longe de casa, não sem antes lhe roubar os documentos. Viajou depois para os Estados Unidos, fez o registo no hotel e voltou para Portugal com a sua própria documentação. Já estamos a examinar os registos dos voos provenientes da América naqueles dias.
 Mas não temos qualquer prova, e por isso pensámos preparar uma armadilha para o apanhar. Mas para o fazer, precisamos da sua ajuda.

9 comentários:

Os olhares da Gracinha! disse...

O conto está a ficar bem interessante!!! Bj

Roaquim Rosa disse...

Bom dia
finalmente começa a haver luz ao fundo do túnel.
um bom fim de semana e ate amanhã
JAFR

✿ chica disse...

Show! Está cada vez mais instigante e fica o gostinho de quero mais...Ótimo acompanhar! bjs, chica

Tintinaine disse...

Ai o malandro do Jaquim! Queria botar a mão na massa e não olhou a meios. Acredito que vai pagar as vacas ao dono, para saber o que é bom. Vamos ver que castigo a autora lhe reserva!

Edumanes disse...

Afinal, terá sido pois então,
por causa de muito dinheiro
que um vigarista espertalhão
o quis mandar para o galheiro!

Tenha um bom dia de continuação de boas férias amiga Elvira, um abraço,
Eduardo.

aluap Al disse...

Muito interessante este conto, como outro comentador disse por causa de muito dinheiro ia indo para o galheiro!
Um abraço de amizade.

Cantinho da Gaiata disse...

Estou a gostar do desenrolar.
Bjs

Rosemildo Sales Furtado disse...

Lamentavelmente, a ambição sempre acima de tudo.

Abraços,

Furtado

redonda disse...

Hum, faz sentido que tenha sido assim...